Tarefa de hoje: definir o “nó no acaso”.
Descobri este atalho num dia em que o celular falhava, a caixa de email não abria, as pessoas não estavam, quem me queria mostrou alheamento, o pneu do carro furou e tudo apresentava uma dificuldade de conexão do século passado. Se persistisse na labuta de servente de pedreiro, quebrando aquele muro que o acaso me apresentava, não iria longe.
Se por pura sorte (ou falta de) tudo fosse contrário ao meu desejo a minha fragilidade não resistiria àquela data – era o que estava acontecendo, temia!
Todas as possibilidades estavam na contra-mão, vindo com agressividade na direção de minha testa.
Então, parei o carro numa esquina improvável, baixei o batimento cardíaco, busquei sintonizar um pensamento distante e dei alguns minutos sem regra.
Após o curto mergulho necessário, e este drible na casualidade desastrosa do dia fatídico, voltei a ter o tempo da bola.
"Nó no acaso", então, seria esperar o vento para dar linha à pipa.
