Com o poema tudo posso! (em voz alta)
Com ele
pulo
Driblo, corro e tropeço
Nos seus olhos
Com ele
quebro
Desestruturo e
Por fim
me embolo
Nos seus olhos
Fujo com palavras
Finjo que vôo,
Mergulho e empino
Caindo aqui
Nos seus olhos
Rodopio meu poema
Em torno deles
Me torro e queimo
Em sua órbita
Seus olhos são a chama do meu poema atrapalhado?
“- Com o poema você nada pode.” (em voz serena)
